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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

QUAL É A NOSSA LIBERDADE?

É frequente, nos cultos pentecostais, o uso de um versículo, fora do seu contexto, registrado em 2 Coríntios, 3.17: “Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, a fim de que a congregação esbanje emoção durante um culto.

O erro já está em se dar prioridade ao emocional nessas ocasiões. O sistematizador da teologia eclesiástica, apóstolo Paulo, ensina com veemente pedido: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional (Rm 12.1 - destaque meu). Que é racional, senão relativo à razão, ao domínio próprio, à objetividade? Nisso, a subjetividade ou emoção fica submetida ao nosso próprio controle. Diz-nos, ainda, que “... a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (1Co 12.7 – destaque meu). Portanto, não vale extrapolar o significado da palavra registrada no versículo em apreço.

Primeiramente, o contexto da Carta não indica uma situação geográfica, quando usa o advérbio . Que quer dizer esse ? Refere-se à casa de oração? Ao lugar de culto? Obviamente não! A função não é de advérbio de lugar; mas de situação! O versículo permite-nos entender que o Espírito do Senhor impõe liberdade ao cativo do pecado. Leia-se o que diz o profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre Mim; porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos...” (Is 61.1 destaque meu). Jesus veio mudar uma situação: transformar escravos em libertos!

Essa questão da liberdade dada pelo Espírito do Senhor é o assunto tratado pelo apóstolo Paulo na referida Carta. Seu discurso abrange a diferença entre a antiga aliança (a de Moisés) e a nova aliança (a de Cristo). Paulo vê grande importância e glória na aliança de Deus com Israel; tanto que menciona a transfiguração divinamente majestosa do rosto de Moisés, quando este trazia “as palavras da aliança, os dez mandamentos”, escritas nas tábuas da Lei (Êx 34.27-35).

A referência paulina à grande importância espiritual da Lei objetiva ressaltar em excelência a nova aliança, agora feita por Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).

Jesus assumiu a posição de nosso resgatador, o redentor, o libertador de todo aquele que nele crê.

Dessa forma, a liberdade que há em nós é a liberdade do espírito, antes escravo do pecado, desde o Éden. Diz-nos a Palavra: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

Há sobejas referências bíblicas para o posicionamento aqui adotado sobre o versículo já referido. Nele, estilisticamente, ocorre uma joia rara na tradução: o emprego de como advérbio de situação! Em contrapartida, esse mesmo emprego tem causado a compreensão equivocada de muitos líderes, julgando que ocorra uma noção de lugar. A liberdade do Espírito prescinde de espaço, porque age em situações, isto é, tira o homem da condição vil de escravo do mal e dá-lhe a certificação de livre por obra e graça do Senhor Jesus Cristo, na cruz do Gólgota. Cristo torna o homem livre para segui-lo como seu discípulo e para viver como amigo do Mestre: Jo 15.15; Lc 12.4; Jo 15.14. Eis o privilégio de nossa liberdade: tornarmo-nos amigos do Senhor!

Quanto ao comportamento social do crente, a Bíblia instrui. Paulo mesmo ordena que tudo se faça com decência e ordem. Basta ler, meditar e praticar o que está em I Coríntios, 14.

 

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