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domingo, 21 de julho de 2013

QUEM INVENTOU A RELIGIÃO?

Uma boa pergunta: "Quem inventou as atividades e os comportamentos que hoje se conhecem como religião?" Em primeiro lugar, é necessário pensar-se no significado dessa palavra. Tenho ouvido muitas pessoas afirmarem categoricamente que ela se origina de um verbo latino, em português, "religar", isto é, ligar novamente, recompor o que estava afastado, algo assim. Tal afirmação não deve ser tomada como absoluta e entre linguistas o assunto dessa origem ainda é discutido.
A base para essa popular interpretação remonta ao Éden, considerando o episódio da desobediência de Adão à ordem divina (Gn 2.16-17). Mas, a Bíblia não relata que o homem, destituído da comunhão com Deus, tenha, em algum momento, se preocupado com o dito "religare". Ao contrário, a Bíblia aponta para o afastamento absoluto entre o Homem e a Divindade, como cumprimento da própria Palavra de Deus: "Certamente morrerás" (Gn 2.17). "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23).
Ora, se considerarmos que religião seja o convívio do ser humano com suas práticas em relação à divindade, antes da Queda já havia "religião", pois Adão convivia com Deus (Gn 3.8). Provavelmente isso esclarece que a origem do termo não está bem explicada. Quem, então "inventou" a religião?
Caso se considere como religião o conjunto de práticas humanas destinadas a cultuar um ser (ou seres) acima da condição física, coetânea e coexistente, trata-se de invenção do próprio ser humano. Mas essa "invenção" deve ser vista como a deturpação de um relacionamento outrora existente lá no Éden.
A humanidade perdeu seu relacionamento com o Todo-Poderoso, mas não perdeu a consciência desse relacionamento, assim como o indivíduo divorciado de seu casamento não perde a consciência do relacionamento abandonado. Por isso, a razão de o homem ter "inventado" suas práticas religiosas espúrias. O homem inventou a religião que pratica!
Por outro lado, há uma "religião" criada pelo próprio Deus, antes de que o homem pecasse: Deus criou um sistema por meio do qual a humanidade viveria em absoluto contado com Ele. Deus proveu o homem de tudo e o criou para a sua própria glória.
Entretanto, Deus não é surpreendido; nem precisa alterar os seu planos. O  fato de nossos pais terem recusado a "religião de Deus", ou seja, uma vida de eterna comunhão com o Pai, não alterou suas previsões relativamente ao estado de religiosidade   com que dotou os homens. Por isso, ao repreender o pecador Adão (e por extensão a todos os seres humanos) abriu a página da promessa, quando disse à serpente que da semente da mulher viria o resgate (Gn 3.15).
Assim, nestas linhas, vejo um confronto estabelecido, gerado pela reflexão sobre este assunto: Quem inventou a religião? Trata-se de um confronto esclarecedor. Deus é o Autor da religião, no sentido de que a palavra signifique comunhão contínua com Ele. O homem também inventou as suas "religiões", no sentido de que, para suprir o vazio causado pelo afastamento real, criou práticas e regras, e modelos, e ambientes. Toda essa sua "invenção", porém, não lhe satisfaz e afasta-o cada vez mais da verdadeira Religião: a comunhão imorredoura com o Altíssimo.
Portanto, em lugar de especular sobre quem "inventou" a religião, é preciso perceber que a única saída desse caos é atentar para a oferta generosa de Deus: "...Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n'Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). "... se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa para a salvação." (Rm 10.9-10). É mais sábio considerar a Religião de Deus do que praticar qualquer das religiões inventadas pelos homens. 

2 comentários:

  1. Boa reflexão, professor. As religiões são "construções humanas", como nos diz a sociologia. O que não significa ter sua origem no próprio homem: havia um modelo no céu, a exemplo do tabernáculo copiado por Moisés. Resta saber se também estamos copiando o modelo proposto por Deus, como você fez alusão, ou se estamos "fazendo o nosso puxadinho". Parabéns e obrigado pela reflexão.

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  2. cicero rodrigues de almeida19 de setembro de 2015 19:43

    No sentido de religião propriamente dito,não precisamos,pois,somos Deuses, assim falou Jesus. A fisica quantica prova que somos um Deus,claro não no sitido completo,apenas um padacinho.Então não precisamos nos ligar a Ele,pois, já somos ligado a Ele desde quando nos criou.Precisamos sim,potencializar a centelha divina e tornamos uma estrela, atraves do amor incondicional e retornamos a Ele de onde saimos.Não precisamos de templos de pedra, de madeira ou de ferro,pois já temos o verdeiro templo,que está dentro de nós. Não precisamos de guru,precisamos sim, ligar nossa consiencia a consiencia divina.

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